"A impressão que emerge, embora ainda seja parcial, é muito alarmante", disse em um comunicado.
As autoridades turcas impuseram um cessar-fogo na cidade de Cizre e em outras localidades desta região para provocar a fuga dos rebeldes próximos ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que fizeram barricadas e abriram trincheiras.
"Condeno fortemente os atos de violência e os outros atos ilegais cometidos por grupos de jovens e por outros agentes não estatais, que estariam afiliados ao PKK, em Cizre e em outras zonas, e lamento toda morte que resulte destes atos terroristas, não importa onde ocorram", declarou Zeid Ra’ad Al Hussein.
Mas ressaltou que é "essencial que as autoridades respeitem os direitos humanos quando realizam operações de segurança ou antiterroristas e que deve ser respeitado o direito internacional que proíbe a tortura, os assassinatos extrajudiciais, o recurso excessivo à força assassina e a detenção arbitrária".
O Alto Comissariado indicou que recebeu relatórios sobre civis desarmados, incluindo mulheres e crianças, "intencionalmente tomados como alvos pelos franco-atiradores emboscados ou por disparos provenientes de tanques e outros veículos militares".
"O mais perturbador, disse Zeid, são os relatórios que citam testemunhas e pessoas próximas a Cizre que sugerem que mais de 100 pessoas teriam morrido queimadas quando estavam em um refúgio em três porões cercados pelas forças de segurança".
Exigiu uma investigação exaustiva, e destacou que até agora a Turquia não parece ter iniciado uma investigação ou dado sua aprovação a uma petição do Alto Comissariado para ir ao local.