Uma delegação da ONU para a prevenção da tortura suspendeu em maio sua visita à Ucrânia, depois que o acesso aos locais de detenção nos territórios controlados pelo governo ucraniano foi negado.
As autoridades das repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk (leste) são acusadas de violar os direitos de aproximadamente 2,7 milhões de pessoas que vivem nos territórios sob seu controle.
O relatório coloca em evidência principalmente muitos casos de violência sexual nas zonas controladas pelos rebeldes e naquelas sob o controle do governo.
Assim, um homem detido pelos rebeldes em Donetsk contou à delegação da ONU ter cedido sua casa ante uma ameaça de ver sua mulher e sua filha estupradas por combatentes diante de seus olhos.
"É claro, disse a eles que podiam pegar tudo o que quisessem, desde que não prejudicassem minhas meninas", revelou.