Segundo os dados publicados no site do Ente Nacional de Regulação Elétrica (Enre), o corte afetou 41.415 casas de um total 2,4 milhões de clientes da Edesur, e 34.269, dos três milhões da Edenor.
O ministro de Energia e Mineração, Juan José Aranguren, pediu aos argentinos hoje que façam um uso responsável da energia e advertiu que o sistema de distribuição "está em estado crítico".
"O sistema está em emergência, como decretamos. E a duração é de dois anos, porque queremos responder de maneira eficiente e inteligente, dizendo a verdade e garantindo que os investimentos cheguem a melhorar a qualidade do serviço", disse o ministro.
A Argentina não tem problema de geração de energia, mas de distribuição, em particular, nos grandes centros urbanos.
As empresas justificam a falta de investimentos na manutenção do sistema pelo atraso das tarifas por parte dos subsídios ao serviço em vigor na capital e na periferia. O presidente recém-eleito Mauricio Macri prometeu pôr fim à medida.
Nesta segunda-feira, os termômetros chegavam a 35°C em Buenos Aires, após vários dias de calor tórrido. A previsão é que essa tendência se mantenha, com mínimas altas entre 24°C e 25°C, informou o Serviço Meteorológico Nacional (SMN).