Onze operários morreram em obras de instalações olímpicas e de legado dos Jogos do Rio-2016 desde 2013, confirmou à AFP Robson Leite, Superintendente regional do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro.

"É um número que assusta", comentou Leite, lembrando que oito trabalhadores morreram nas obras da Copa do Mundo de 2014, em todo o Brasil.

O número de mortos consta em um relatório divulgado nesta segunda-feira pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, que fiscalizou as obras na cidade.

De acordo com Robson Leite, o maior número de acidentes fatais ocorreu nas obras de extensão da linha 4 do metrô, que custou a vida a três operários.

Outros dois trabalhadores morreram na construção do Parque Olímpico, que receberá a maior parte das competições.

Duas pessoas morreram em obras de museus que fazem parte do legado olímpico, o Museu da Imagem e do som, em Copacabana, e o Museu do Amanhã, no centro do Rio.

Outras mortes ocorreram durante obras de transporte, como na Transolímpica, a ampliação do Elevado do Joá e no sistema ferroviário da Supervia.

"É um time de futebol de mortos. Isso tudo causado por falta de planejamento, sem dúvida. É a correria na hora de concluir", lamentou Elaine Castilho, auditora fiscal que coordena a fiscalização, ao apresentar o relatório.

No total, foram 260 ações de fiscalização, com 1.675 autos de infração lavrados.

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