O número de mortos consta em um relatório divulgado nesta segunda-feira pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, que fiscalizou as obras na cidade.
De acordo com Robson Leite, o maior número de acidentes fatais ocorreu nas obras de extensão da linha 4 do metrô, que custou a vida a três operários.
Outros dois trabalhadores morreram na construção do Parque Olímpico, que receberá a maior parte das competições.
Duas pessoas morreram em obras de museus que fazem parte do legado olímpico, o Museu da Imagem e do som, em Copacabana, e o Museu do Amanhã, no centro do Rio.
Outras mortes ocorreram durante obras de transporte, como na Transolímpica, a ampliação do Elevado do Joá e no sistema ferroviário da Supervia.
"É um time de futebol de mortos. Isso tudo causado por falta de planejamento, sem dúvida. É a correria na hora de concluir", lamentou Elaine Castilho, auditora fiscal que coordena a fiscalização, ao apresentar o relatório.
No total, foram 260 ações de fiscalização, com 1.675 autos de infração lavrados.