Christian Kern, que dirigia até então a companhia ferroviária nacional, terá como missão reunir o Partido Social-Democrata (SPÖ), que ele também assume a liderança, e dar nova vida à coalizão com os conservadores de ÖVP.
Os dois partidos têm renovado sua aliança desde 2007, em mais de três eleições, mas sofreram um revés sem precedentes no primeiro turno da eleição presidencial em 24 de abril, onde os dois candidatos foram eliminados.
Desestabilizado por esta derrota, o chanceler Werner Faymann, no poder desde 2008, renunciou de todas as suas funções, duas semanas após o primeiro turno, considerando já não dispor da confiança em seu partido.
Norbert Hofer, o candidato da extrema-direita FPO, venceu o primeiro turno da eleição presidencial com 35% dos votos. Ele vai enfrentar no domingo, no segundo turno, o ex-chefe dos Verdes, Alexander Van der Bellen (21,3%).
O duelo se anuncia extremamente apertado. Uma vitória de Hoffer seria um novo marco em uma Europa abalada pela ascensão do populismo.
O presidente austríaco, eleito por seis anos, não está envolvido na gestão diária do país, mas tem poderes formais, incluindo a nomeação de um novo chanceler e a dissolução do Parlamento.