Djokovic deitado no meio do coração que desenhou na quadra de Roland Garros, em 5 de junho, em Paris Djokovic deitado no meio do coração que desenhou na quadra de Roland Garros, em 5 de junho, em Paris

"Tudo é possível na vida", até ganhar os quatro Grand Slams no mesmo ano, afirmou neste domingo o sérvio Novak Djokovic, depois de conquistar pela primeira vez o torneio de Roland Garros, com vitória sobre o escocês And Murray na decisão.

-Você sentiu o apoio do público nesta final?

"Tudo foi diferente neste ano.

A relação com o público, os organizadores, os boleiros. Senti que não era a mesma coisa. Todo ano eu pensava que seria o ano do título, mas dessa vez, todo esse apoio e a comunião com o público realmente me ajudaram a vencer finalmente aqui, em Roland Garros."

-Como você viveu a partida?

"Eu comecei bem, quebrando o saque de Andy, mas depois perdi quatro games seguidos porque estava muito tenso. Depois do primeiro set, consegui elevar meu nível de jogo ao colocar pressão sobre o serviço dele. Hoje, estava determinado a dar tudo pela vitória. Quando saquei pelo campeonato com 5 a 2 no quarto set, perdi o game e senti de novo aquela tensão, mas estava cheio de emoções positivas. É como se meu espírito tivesse deixado meu corpo. Eu tinha que superar essa tensão para ganhar. Tentei focar em cada ponto, torcendo para que Andy cometa erros. Foi o que aconteceu. Foram momentos tensos, mas que vão ficar para sempre entre os mais bonitos da minha carreira.

-Você imitou Gustavo Kuerten ao desenhar o coração no saibro...

"Com Guga, tivemos momentos legais ao longo do torneio, participando juntos de campanhas publicitárias. Ele me deu a autorização de fazer isso".

-Como explica que conseguiu vencer os quatro Grand Slams em sequência, feito que nem Federer nem Nadal alcançaram?

"Eles ainda estão em atividade então ainda têm chance de fazer a mesma coisa. Eles passaram perto de fazê-lo ao longo de suas carreiras. São grandes campeões e tenho muito respeito por eles. Foram eles que me ajudaram a me tornar um tenista melhor. Andy também. Nossa rivalidade é importante. No início, não achava bom fazer parte dessa geração. Mas depois me dei conta de que eu tinha que ser o melhor. A partir desse momento, tornou-se possível. Hoje, estou orgulhoso por fazer parte dessa geração".

-Sua comemoração foi bastante sóbria depois do match point...

"Parecia que me corpo estava no piloto automático. Jogamos durante três horas, a temporada é longa e tanto eu quanto Andy estávamos exaustos. Eu já tinha sentido isso na final do Aberto da Austrália de 2012, depois de jogar quase seis horas com Rafa (Nadal). Mas mesmo assim, eu senti a importância do momento".

"Você se sente capaz de fechar o 'Season Slam' (ganhar os quatro Grand Slams no mesmo ano)?

"Tudo é possível na vida, mas não estou pensando nisso no momento. Agora, só quero saborear essa vitória".

Declarações colhidas em entrevista coletiva

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