"Foram realizadas novas análises de 454 amostras dos Jogos de Pequim-2008, decorrentes de uma colaboração entre a Agência Mundial Antidoping (Wada) e as federações internacionais", explicou o COI num comunicado.
A entidade não citou nenhum nome, país ou modalidade, mas ressaltou que pretende "impedir todos os dopados de participar dos Jogos do Rio".
O COI também anunciou que foram efetuadas 250 novas análises de amostras colhidas nos Jogos de Londres-2012, "cujos resultados serão publicados em breve".
Em novembro do ano passado, uma comissão independente da Wada soltou um relatório bombástico que evidencia um esquema de "doping organizado" na Rússia, levando a Federação Internacional de Atletismo a banir os atletas do país das competições da modalidade.
Ex-diretor do laboratório russo antidoping, Grigori Rodtchenkov, que está refugiado nos Estados Unidos, afirmou na sexta-feira ao New York Times que dezenas de atletas russos, entre eles 15 medalhistas olímpicos, foram beneficiados por esse esquema supervisionado pelo governo russo e pelos serviços secretos durante os Jogos de Inverno de Sochi-2014.
O COI pediu à Wada que investigue o caso e avisou que serão feitas novas análises das amostras de Sochi, que ficarão armazenadas por dez anos no laboratório de Lausanne, na Suíça.
Se a Rússia não provar que forneceu esforços significativos para mudar o panorama, o país não terá representantes nas provas de atletismo no Rio, impedindo astros como a lenda do salto com vara Elena Insibayeva de lutar por medalhas. A decisão final da IAAF deve sair em junho.
O Quênia, que liderou o quadro de medalhas do último Mundial de Atletismo, em agosto do ano passado, em Pequim, também corre o risco de ficar fora dos Jogos. Na última quinta-feira, a Wada considerou que a nova lei antidoping aprovada pelo país africano não entrava em conformidade com o regulamento internacional.