O chefe de Governo israelenses se referia a uma resolução adotada pela Unesco em 26 de abril sobre a mesquita Al-Aqsa ou Esplanada das Mesquitas de Jerusalém, sem qualquer menção de que também era o local mais sagrado para os judeus, que o chamam de Monte do Templo.
Ayrault visitou Jerusalém antes de viajar a Ramallah para um encontro com o presidente palestino Mahmud Abbas, para defender a ideia de uma reunião ministerial internacional convocada para 30 de maio na França, sem presença israelense ou palestina, mas que em caso de sucesso poderia resultar em uma reunião de cúpula internacional até o fim do ano.
Netanyahu reiterou a oposição israelense à iniciativa e voltou a acusar a Autoridade Palestina de negar-se a começar um diálogo direto.
"Eu disse (a Ayrault) que a única maneira de avançar para uma verdadeira paz entre nós e os palestinos é com discussões diretas, sem condições", afirmou.
"Qualquer outra tentativa apenas afastará a paz e dará aos palestinos os meios de evitar confrontar a verdadeira raiz do conflito, que é o não reconhecimento do Estado de Israel", completou.