Quando você é criança e joga tênis na Espanha, treina no saibro e sonha em ganhar Roland Garros. Vou tentar aproveitar porque tudo vai muito rápido na vida de um tenista".
-Como você encarou essa partida?
"Cada vez que enfrentei Serena, tive oportunidades de vencer. Em Wimbledon (na final do ano passado), eu estava nervosa. Desta vez, eu tinha outra atitude. Eu falei para mim mesma: 'é sua oportunidade, aproveite!'".
-Você ficou surpresa com o apoio do público? Acha que tem a ver com o fato de ser treinada por um francês (Sam Sumyk)?
"Espero que não! Talvez a torcida goste de ver uma espanhola vencer depois de ver Nadal ganhar tanto aqui!"
-Como você avalia seu nível de jogo de hoje?
"Acho que joguei bem, pelas circunstâncias. Eu e Serena temos golpes muito potentes então não houve muitas trocas de bola. Eu poderia ter sacado melhor. Meu jogo é muito agressivo. Busco definir os pontos para não me arrepender depois, mesmo se tiver que mandar a bola na lona. Tentei ser ofensiva e funcionou".
-Como você reagiu depois de desperdiçar quatro 'match points' no saque de Serena?
"Foi complicado. Mas em uma final, não podemos inventar desculpas. Tentei manter a calma e pensar no que tinha que fazer em cada ponto. Depois, no último 'match point', foi meio estranho, porque Serena estava na frente da bola e não vi se o lob tinha caído dentro ou fota. Eu me perguntei: 'será que realmente venci?'"
-Você ganhou pela Espanha ou pela Venezuela?
"Tenho uma bandeira espanhola embaixo do meu nome, mas tenho muito apoio tanto na Venezuela quanto na Espanha. Não jogo apenas pela Espanha, jogo por ambos os países".
Declarações colhidas em entrevista coletiva