Ekeng já defendeu a seleção camaronesa sete vezes.
"Ninguém podia tirar a vida do meu filho a não ser Deus, que o criou. Deus me emprestou Patrick e o tomou de volta", reagiu a mãe do ex-volante, Céline Ekeng. "Estou orgulhosa por tê-lo tido como filho", completou.
Ekeng desabou subitamente no gramado, sete minutos depois de entrar em campo, em uma partida entre seu clube, o Dínamo Bucareste, e o Viitorul Constanta.
Uma semana depois, os resultados da necropsia revelaram que o jogador sofria de "problemas cardíacos sérios".
Um de seus amigos, Yannick, disse que Ekeng lhe contou, em diversos telefonemas, que se sentia "um pouco cansado" na manhã do dia em que veio a falecer, mas que estava "determinado a disputar a partida".
O Dínamo Bucareste decidiu aposentar a camisa de número 14 que Ekeng usava e prometeu, em caso de vitória na final da Copa da Romênia, na próxima terça-feira, doar o troféu à família do jogador.
Com passagens pelo Le Mans, da Segunda Divisão francesa, e pelo Lausanne, da Suíça, o camaronês havia sido contratado pelo Dínamo em janeiro deste ano.
Em 2003, outro camaronês morreu durante uma partida, o volante Marc-Vivien Foé, que sofreu um infarto fulminante com a seleção de seu país. Ele jogava em uma partida da Copa das Confederações contra a Colômbia, em Lyon, na França.
O último caso de morte de um jogador profissional em campo foi em 30 abril de 2015, com o falecimento de Grégory Mertens, zagueiro do Lokeren, da Primeira Divisão belga.