A justiça militar o acusa de ser membro da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), a esquerda histórica palestina que figura na lista israelense de "organizações terroristas", afirma a Anistia.
Contactado pela AFP, o exército israelense não confirmou ou negou esta informação.
A rede palestina de artistas (PPAN), que reúne uma dezena de organizações culturais dos Territórios Ocupados, expressou sua profunda preocupação pelo caso de Abu Sakha, membro desde 2008 da escola palestina de circo de Bir Zeit.
Sua mãe, que só pôde visitá-lo uma vez em dois meses, afirma que seu filho "transformou a prisão em um pequeno circo e realizou espetáculos para divertir os outros detidos", entre os quais há crianças "de 12 ou 13 anos" e "deficientes físicos".
A ONU e organismos de defesa dos Direitos Humanos condenaram em várias ocasiões o regime de detenção administrativa, mas Israel afirma que é um mecanismo necessário para impedir atentados e manter em segredo informações importantes.
Israel mantém detidos mais de 7.000 palestinos, um em cada dez sob prisão administrativa, entre eles dois deputados do parlamento palestino, segundo ONGs palestinas.