A Argentina é sacudida por um turbilhão judicial onde os envolvidos são ex-funcionários de alto escalão dos governos de centro-esquerda de Néstor e Cristina Kirchner, que entre 2003 e 2015 marcaram a vida política deste país. As acusações vão de enriquecimento ilícito à lavagem de dinheiro com suspeitas cruzadas de parcialidade de promotores e juízes.
Kirchner foi convocada a comparecer nesta quarta-feira ao tribunal federal liderado pelo juiz Claudio Bonadío, ao qual acusou de parcialidade e tentou destituir durante seu governo (2007-2015).
Militantes kirchneristas se preparam para uma gigantesca mobilização diante dos tribunais nesta quarta-feira, sob slogans épicos de salvação à líder do partido.
Fontes do governo citadas pela imprensa local minimizaram a manifestação e explicaram que não estão previstas medidas especiais de segurança para Kirchner além das reservadas a todo ex-presidente.