"Cameron tem que ir embora. Fora conservadores!", diziam.
Os veículos da mídia britânica informaram que os manifestantes chegaram a dezenas de milhares de pessoas, enquanto a polícia não divulgou números.
Compareceram à manifestação membros da oposição do Partido Trabalhista, militantes pacifistas e sindicalistas que pediam uma maior proteção para a indústria siderúrgica.
A manifestação estava programada antes da publicação dos Panama Papers, que revelaram que o pai de Cameron teve ativos em um fundo em um paraíso fiscal.
A Assembleia do Povo, um dos movimentos que convocaram o protesto, disse que essas revelações "provam que este é um governo para os privilegiados".
"A austeridade que sofremos não é por necessidade econômica, é uma decisão política", disse em um vídeo divulgado durante a manifestação do líder trabalahista Jeremy Corbyn.
Cameron reconheceu que teve até 2010, pouco antes de chegar ao poder, ações empresa offshore que seu pai Ian criou nas Bahamas, e que aparece citada nos documentos do escritório panamenho Mossack Fonseca.
Depois, tomou a decisão sem precedentes de divulgar suas declarações de renda dos últimos seis anos, mas uma pesquisa publicada neste sábado revelou que 52% dos eleitores acreditam que não foi "honesto nem transparente" em relação a suas finanças.
Segundo uma pesquisa da ComRes para os jornais The Independent e Sunday Mirror 44% da população acredita que a condução do tema foi "moralmente repugnante".
"Alguém em sua posição, tem o dever de preocupar-se com o povo do país e de ser muito, mas muito transparente", disse à AFP Sarah Henney, uma das manifestantes.
Essas revelações acontecem em um momento complicado para Cameron, que enfrenta por um lado críticas pela forma como conduz a economia e por outro lado o início da campanha para o referendo de 23 de junho sobre a permanência do Reino Unido na UE, em que o primeiro-ministro defende a permanência no bloco.