"Temos que ter muita cautela com essa informação, é preciso aguardar mais evidências científicas (...) A transmissão sexual é pouco eficiente", disse em coletiva de imprensa Cuitláhuac Ruiz, diretor de Epidemiologia da secretaria de Saúde.
Até agora, "a transmissão mais eficiente é através do mosquito", reiterou o funcionário, referindo-se ao mosquito Aedes aegypti, que também é vetor da dengue, da chikungunya e da febre amarela.
Cuitláhuac Ruiz lembrou que há anos o zika vírus presente no sêmen de um habitante do Tahiti foi isolado, mas a pesquisa não avançou.
O México não registrou grávidas que estejam ou tenham tido zika, mas desenvolveu uma campanha midiática dirigida a elas para que se protejam com repelente e roupas que cubram a maior parte do corpo.
De acordo com dados do ministério da Saúde, no México são registrados em média de 70 a 80 casos de microcefalia e 600 da síndrome de Guillain-Barré, uma síndrome neurológica que pode também estar relacionada ao zika e que consistem em flacidez temporária das extremidades.
Estas médias "não mudaram" desde que o vírus chegou ao continente americano há cerca de dois anos, disse na coletiva de imprensa a secretária de Saúde, Mercedes Juan.
O governo do México reforçou as campanhas para controlar a propagação do mosquito com fumigações sobretudo em estados do litoral, como Chiapas (sudeste), onde foram registrados 24 dos 34 casos de zika autóctones. Os outros três foram importados.