"É óbvio que eu escolheria a Copa do Mundo. Sempre disse que os prêmios coletivos estão acima dos individuais, e eu ficaria sem dúvida com o título mundial, que é o objetivo máximo de qualquer jogador, o máximo ao qual pode aspirar", afirmou.
Messi já conquistou quatro vezes a Bola de Ouro, de 2009 a 2012, e tem tudo para ser premiado pela quinta vez nesta segunda-feira, quando o troféu será entregue em Zurique.
Na Copa do Mundo, porém, o argentino nunca conseguiu se consagrar em três participações. Caiu nas quartas de final em 2006 e 2010, antes de amargar o vice-campeonato, no Brasil.
Na disputa da Bola de Ouro 2015, Messi foi indicado pela nona vez entre os finalistas, um recorde, e tem como concorrentes Neymar, seu companheiro de clube no Barcelona, e seu maior rival, o português Cristiano Ronaldo, que levou o troféu em 2013 e 2014.
CR7 quer o pé esquerdo de Messi
Depois de deixar o prêmio nas mãos do astro do Real Madrid, Messi sente que voltou ao seu melhor nível. "Cada ano que começa, sento superar o ano anterior. Trabalhamos para nos superar ano após ano, e conquistar todos os títulos possíveis. No ano passado, ganhamos quase tudo e foi maravilhoso", exaltou 'La Pulga'.
De fato, o Barça conquistou nada menos de cinco títulos de seis possíveis no ano passado (Liga dos Campeões, Copa do Rei, Liga Espanhola, Supercopa da Europa e Mundial de Clubes). Só não conseguiu repetir o 'sextete' de 2009, quando era comandado por Pep Guardiola, por ter deixado escapar a Supercopa da Espanha, com derrota para o Athletic Bilbao.
Ao contrário de Messi, Cristiano Ronaldo viveu um ano de 2015 para ser esquecido em termos coletivos, sem conquistar um título sequer com o Real.
Conhecido pelo ego inflado, o português até admitiu a superioridade do rival argentino, pelo menos em um quesito: a canhota mágica do craque do Barça.
Ao ser perguntado sobre o que gostaria de ter de Messi, CR7 respondeu: talvez o pé esquerdo, que não é nada mal. O meu também não é ruim, mas acho que o dele é um pouco melhor", analisou.
"Se estou aqui, é por méritos próprios, porque joguei bem com minha equipe e também a nível individual. Sei que Leo tem mais chances do que eu, e Neymar também, inclusive, mas se fomos indicados, é porque todos nós temos nossos méritos", resumiu o astro, em raro discurso de humildade.