Jogadores da seleção brasileira participam de treino na Granja Comary, em Teresópolis, no dia 22 de março de 2016 Jogadores da seleção brasileira participam de treino na Granja Comary, em Teresópolis, no dia 22 de março de 2016

Embora desfalcado no ataque da magia de Neymar, o Brasil é favorito no Grupo B da Copa América do Centenário, que contará, ainda, com um Equador em alta e uma seleção peruana rejuvenescida.

O Haiti, o patinho feio da Copa, viaja aos Estados Unidos com o intuito de fazer um papel digno nesta chave.

O técnico Dunga apostou em uma equipe jovem, com apenas três sobreviventes do 'Maracanazen', como ficou conhecido o vexame da Copa do Mundo de 2014, com o torneio olímpico no horizonte.

Neymar foi autorizado por seu clube, o Barcelona, a jogar exclusivamente no Rio em agosto, quando o Brasil vai tentar o primeiro ouro olímpico de sua história, o único grande título que falta para a seleção.

Com esta ausência, o volante Casemiro é o principal destaque, recompensado pela boa temporada no Real Madrid, no qual disputará a final da Liga dos Campeões em 28 de maio contra o Atlético de Madrid de Filipe Luís, também convocado.

Casemiro, que ganhou a confiança de Zinedine Zidane no Real Madrid, já esteve na Copa América do Chile no ano passado, ao final de seu empréstimo ao Porto, mas foi reserva e não jogou nem um minuto. Desde então, não tinha voltado à 'Seleção'.

Os sete jogadores em idade olímpica que viajarão para disputar a Copa América cobrem quase todas as posições: do gol de Ederson, à zaga de Rodrigo Caio e Marquinhos, às laterais de Fabinho e Douglas Santos, ao meio-campo de Rafinha Alcântara e ao ataque do Santos, Gabriel Barbosa e 'Gabigol'.

Filipe Luís, Dani Alves, William e Douglas Costa serão peças-chave da seleção que tem oito títulos de Copa América no currículo. O último foi conquistado em 2007. Mas seu presente é totalmente diferente: por enquanto, está fora da zona de classificação para a Copa da Rússia-2018.

O Brasil será cabeça do grupo B nos Estados Unidos e estreará em 4 de junho contra o Equador. Em seguida, enfrentará Haiti (8/6) e Peru (12/6).

Cuidado com o Equador

Ao contrário, o Equador, sob o comando do técnico Gustavo Quinteros, passa por um grande momento nas classificatórias sul-americanas para a Rússia, pois divide a liderança com o Uruguai. Agora, tentará quebrar a escrita de nunca ter ganhado um título nos cem anos da Copa América.

Nas últimas edições, a Tricolor não conseguiu nem mesmo passar da fase de grupos.

"A história do Equador na Copa é ruim. Desta vez, o torneio chega em um bom momento porque agora a Tri funciona como equipe", disse Quinteros à imprensa.

O técnico convocou para esta edição catorze jogadores que atuam em times estrangeiros. A principal ausência será a do artilheiro Felipe Caicedo, do Espanyol catalão, devido à lesão.

'Felipão', que juntamente com o paraguaio Darío Lezcano lidera com 4 gols a tabela de artilheiros do classificatório sul-americano para a Copa do Mundo, sofreu uma lesão muscular na perna direita em 8 de maio e ficará fora de combate durante um mês.

Na escalação integrada por Quinteros, destacam-se o volante Antonio Valencia (Manchester United, Inglaterra) e o atacante Enner Valencia (West Ham, Inglaterra). Os outros doze selecionados jogam em times de Argentina, Brasil, Estados Unidos, Hungria, Inglaterra, México e Rússia.

Seleção peruana de cara nova

Com dois títulos em sua história (1939 e 1975), o Peru chega à competição sem seus antigos craques e conta com o desempenho de seu maior artilheiro, Paolo Guerrero, e jogadores jovens. A seleção inca, sob a direção do argentino Ricardo Gareca, estreará contra o Haiti em 4 de junho na cidade de Seattle (noroeste).

Guerrero, 'El Depredador', é o jogador em atividade com mais gols na Copa América, com dez anotações.

"Nosso objetivo imediato na Copa América é nos classificar (para a segunda rodada). Estou certo de que vamos fazer um bom papel", disse Gareca em coletiva de imprensa em Lima.

"Temos jogadores excelentes e com experiência suficiente, são jovens com muitas partidas. Considero que não estamos em desvantagem com outras equipes", afirmou o treinador, que deixou de lado, devido ao baixo rendimento, os atacantes Claudio Pizarro, Jefferson Farfán e André Carrillo, e os zagueiros Carlos Zambrano e Juan Manuel Vargas.

Enquanto isso, a seleção do Haiti, comandada pelo francês Patric Neveu, chega como a mais fraca de toda a competição. Sem chances de ir para a Rússia-2018 por ser o último colocado em seu grupo, Neveu convocou nove jogadores da segunda e terceira divisões.

'Los Granaderos' fizeram uma boa Copa de Ouro e ganharam na repescagem o quinto lugar da Concacaf para participar da Copa América.

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