Os grandes movimentos de refugiados só podem ser resolvidos através da cooperação internacional", declarou ao jornal Augsburger Allgemeine.
Segundo ela, o fluxo deve ser canalizado através de uma melhor proteção das fronteiras externas da UE e uma maior cooperação com a Turquia, de onde parte a maioria dos sírios que fogem da guerra.
Um acordo sobre esses pontos e uma resolução dos conflitos na Síria e na Líbia são essenciais, segundo ela, para preservar a liberdade de circulação na Europa.
"Todos nós estimamos a livre circulação de pessoas, bens e serviços. E nenhum país na Europa precisa, assim como a Alemanha. Mas ela só pode funcionar a longo prazo se as fronteiras externas da UE forem protegidas", insistiu.
Enquanto muitas vozes na Europa e dentro de seu próprio partido criticam a sua política de portas abertas, ela reafirmou que querer limitar artificialmente as chegadas de migrantes era impossível.
"Se eu com chanceler estabeleço um limite (ao número de migrantes que chegam a cada ano) e que este limite não é respeitado porque mais pessoas vêm, então eu teria deixado de cumprir a promessa e os problemas se tornariam maiores e não menores", garantiu.
Merkel, que participa na segunda e terça-feira do congresso de seu partido conservador, enfrenta um descontentamento crescente de sua formação.
Segundo a imprensa e analistas, ela corre o risco de enfrentar um congresso hostil, algo inabitual para a líder alemã no poder há dez anos.
A Alemanha registrou entre janeiro e novembro quase um milhão de requerentes de asilo.