A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu em uma entrevista publicada neste sábado a sua decisão de não fechar as fronteiras da Alemanha frente ao fluxo de migrantes, pouco antes de um congresso do partido CDU e uma cúpula europeia. A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu em uma entrevista publicada neste sábado a sua decisão de não fechar as fronteiras da Alemanha frente ao fluxo de migrantes, pouco antes de um congresso do partido CDU e uma cúpula europeia.

A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu em uma entrevista publicada neste sábado a sua decisão de não fechar as fronteiras da Alemanha frente ao fluxo de migrantes, pouco antes de um congresso do partido CDU e uma cúpula europeia.

"Eu trabalho para uma redução do número (de migrantes que chegam na Alemanha), mas é ilusório acreditar que o problema dos refugiados pode ser resolvido na fronteira germano-austríaca.

Os grandes movimentos de refugiados só podem ser resolvidos através da cooperação internacional", declarou ao jornal Augsburger Allgemeine.

Segundo ela, o fluxo deve ser canalizado através de uma melhor proteção das fronteiras externas da UE e uma maior cooperação com a Turquia, de onde parte a maioria dos sírios que fogem da guerra.

Um acordo sobre esses pontos e uma resolução dos conflitos na Síria e na Líbia são essenciais, segundo ela, para preservar a liberdade de circulação na Europa.

"Todos nós estimamos a livre circulação de pessoas, bens e serviços. E nenhum país na Europa precisa, assim como a Alemanha. Mas ela só pode funcionar a longo prazo se as fronteiras externas da UE forem protegidas", insistiu.

Enquanto muitas vozes na Europa e dentro de seu próprio partido criticam a sua política de portas abertas, ela reafirmou que querer limitar artificialmente as chegadas de migrantes era impossível.

"Se eu com chanceler estabeleço um limite (ao número de migrantes que chegam a cada ano) e que este limite não é respeitado porque mais pessoas vêm, então eu teria deixado de cumprir a promessa e os problemas se tornariam maiores e não menores", garantiu.

Merkel, que participa na segunda e terça-feira do congresso de seu partido conservador, enfrenta um descontentamento crescente de sua formação.

Segundo a imprensa e analistas, ela corre o risco de enfrentar um congresso hostil, algo inabitual para a líder alemã no poder há dez anos.

A Alemanha registrou entre janeiro e novembro quase um milhão de requerentes de asilo.

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