(Arquivo) Familiares choram durante o funeral de uma vítima do ataque suicida, em Kampala, no dia 16 de julho de 2010 (Arquivo) Familiares choram durante o funeral de uma vítima do ataque suicida, em Kampala, no dia 16 de julho de 2010

O homem apresentado como o cérebro do duplo atentado islamita que deixou 76 mortos em 11 de julho de 2010 em Kampala, foi considerado culpado nesta quinta-feira de "terrorismo" por um tribunal da capital de Uganda.

"Issa Luyima é culpado do crime de terrorismo do qual é acusado", declarou o juiz Alfonse Owiny-Dollo, no Supremo Tribunal de Kampala.

O juiz prosseguia nesta quinta-feira a longa leitura de seu julgamento, em que 12 outras pessoas são acusadas.

As penas impostas àqueles que forem considerados culpados serão determinadas em uma audiência separada, a ser realizada na próxima semana.

Em 11 de julho de 2010, em plena transmissão da final da Copa do Mundo entre Holanda e Espanha, bombas explodiram destruindo um bar e um restaurante na capital de Uganda, causando 76 mortes.

O duplo atentado foi a primeira ação de envergadura dos extremistas shebab fora das fronteiras da Somália. O ataque foi perpetrado em retaliação ao envio de tropas de Uganda em 2007 à força da União Africana na Somália (Amisom).

Os 13 réus - sete quenianos, cinco ugandeses e um tanzaniano - foram acusados ​​de terrorismo, homicídio e participação em uma organização terrorista. Todos eles alegam inocência.

O julgamento tinha sido adiado após o assassinato, em março de 2015, do procurador-geral Joan Kabezi, morto a tiros por homens em uma motocicleta, enquanto voltava para casa de carro com seus três filhos.

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