Quando soube da tragédia que abalou a família, Cristiano Ronaldo resolveu fazer um convite para o menino encontrá-lo em Madri, quando teria condições de viajar.
O momento chegou nesta terça-feira. "Estou muito feliz de pegar um avião até o Real", disse à AFP o pequeno palestino, com um grande sorriso estampado no rosto, e ainda usando um gorro para cobrir o cabelo queimado.
Ahmed ficou internado por meses no hospital de Tel Aviv, para curar as graves queimaduras que sofreu no dia 31 de julho de 2015, durante o incêndio criminoso que destruiu seu lar, em Duma, perto de Naplus, na Cisjordânia.
O incêndio matou seus pais e seu irmão mais novo, de apenas 18 meses.
O atentado foi perpetrado por extremistas, que deixaram mensagens em hebreu nas paredes perto da casa na qual a família foi atacada durante a madrugada, enquanto dormia.
O crime causou comoção mundial, e reacendeu o conflito israelo-palestino.
Durante meses, palestinos emocionados com a imagem do menino com o corpo queimado, usando a camisa do Real, se mobilizaram para que o sobrevivente consiga realizar o sonho de encontrar os ídolos.
O presidente da Federação Palestina, Jibril Rajub, parabenizou "a linda iniciativa humana do Real Madrid, dos seus dirigentes e de Cristiano Ronaldo. Devolve as esperanças a uma criança que perdeu toda a família".
Grande rival de CR7, Lionel Messi, do Barcelona, participou de uma iniciativa semelhante recentemente.
O craque argentino foi comovido pela imagem do pequeno afegão Murtaza, de cinco anos, fotografado com uma camisa improvisada que seus irmãos fabricaram com um saco de plástico, no qual escreveram o nome de Messi e o número 10 com uma caneta.
O 'pequeno Messi afegão' ganhou uniformes oficiais do Barça e da seleção argentina autografadas pelo ídolo.