Goldfajn "já foi diretor de política econômica do Banco Central (...) trabalhamos juntos no banco", disse Meirelles em uma coletiva de imprensa ao anunciar o novo condutor da política monetária e cambial do Brasil, que atravessa sua pior recessão em 80 anos. A designação deve ser aprovada pelo Senado.
Meirelles destacou a nova "autonomia de decisão" da instituição que administra o sistema financeiro do país.
"O Banco Central não tem sua autonomia questionada, tem autonomia técnica de decisão", afirmou.
"Vamos fazer diagnóstico preciso e correto e tomar medidas que sejam não só eficazes, mas que sejam definitivas. Não sejam medidas que tenham de ser revertidas", explicou Meirelles.
O presidente interino, Michel Temer, retirou o status de ministro do presidente do Banco Central, mas o governo enviará uma proposta de emenda constitucional ao Congresso para manter a proteção de foro privilegiado para o cargo, prerrogativa que será estendida a toda a direção, explicou Meirelles.
Com a autonomia técnica definida em uma emenda, o BC "vai ganhar", porque "haverá uma garantia constitucional do que hoje é um acordo verbal", explicou Meirelles.
O ministro antecipou que os novos presidentes dos bancos públicos serão anunciados no futuro.
Tombini previu que Goldfajn será bem-sucedido em sua gestão.
"É um profissional reconhecido, com larga experiência no setor financeiro brasileiro, ampla visão da economia nacional e internacional, além de já ter passagem pela diretoria colegiada do BC", afirmou Tombini em um comunicado.
Suas qualidades e sua formação "o credenciam a uma bem-sucedida gestão frente à autoridade monetária brasileira",acrescentou.