Meirelles, que foi presidente do Banco Central durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-10), assume o ministério mais importante do governo com o objetivo de sanear a economia brasileira.
Temer, vice-presidente que se tornou o inimigo público de Dilma Rousseff, assumiu interinamente na quinta-feira o governo do gigante sul-americano depois que o Senado afastou a presidente, que será julgada por maquiagem de contas públicas.
"O país espera uma ação e mudança no rumo da economia", disse o ministro, que anunciará na segunda-feira o nome do novo presidente do Banco Central.
O Brasil vive uma profunda recessão que derrubou sua economia em 3,8% em 2015, seu pior resultado em 25 anos, com uma inflação anualizada perto de dois dígitos e um desemprego que, de janeiro a março, registou o seu pior resultado desde o início da série em 2012.
Meirelles também indicou que impulsionará reformas trabalhistas e na aposentadoria.
"A reforma trabalhista é uma importante oportunidade para aumentar a produtividade da economia e isso passa pela questão trabalhista, vamos entrar em detalhes e anunciar isso com toda a certeza", acrescentou.
Ele não descartou a criação de novos impostos, quando perguntado sobre a CPMF, defendida em vão por Dilma no Congresso.
"Sabemos que o nível de tributação já é elevado", afirmou. "No entanto, vamos evidentemente dar prioridade à questão da dívida pública e do seu crescimento a níveis sustentáveis. Qualquer aumento de tributo tem que ser proposto como temporário, se for necessário", indicou.