O publicitário estava em Punta Cana, na República Dominicana, trabalhando na campanha de reeleição do presidente Danilo Medina, quando a justiça brasileira emitiu, na segunda-feira, uma ordem de prisão contra ele e sua sétima esposa e sócia, Mônica Moura.
O porta-voz policial disse que Santana, um dos publicitários mais conhecidos da América Latina e que ajudou na eleição de seis presidentes, irá depor no comissariado e depois permanecerá detido.
"Trate-se de uma prisão temporária com validade de cinco dias, em princípio, mas pode ser renovada e convertida em uma prisão preventiva, ficando à disposição da justiça", explicou.
A prisão de Santana, ex-assessor de campanha do falecido presidente venezuelano Hugo Chávez e seu sucessor, Nicolás Maduro, abriu uma nova frente de tormento para Dilma, que já enfrenta dois processos com potencial para dar fim a seu mandato, além de uma profunda recessão econômica que ameaça se tornar a pior do século.
A justiça investiga se os salários de 7,5 milhões de dólares recebidos pelo casal, no exterior, foram por serviços prestados ao PT, no poder há mais de 12 anos, e efetuados pela Odebrecht e um suposto operador financeiro com dinheiro de subornos da Petrobras.
"Há fortes indicações de que esses valores têm origem na própria corrupção na Petrobras", disse, na segunda-feira, o promotor Carlos Fernando dos Santos Lima, em uma coletiva de imprensa.
A defesa de Santana assegurou à TV Globo, na noite de segunda-feira, que o dinheiro em contas no exterior são produto, exclusivamente, de seu trabalho fora do Brasil.