Em uma transmissão das cadeias BMFTV-RMC, o jornalista Jean-Jacques Bourdin, que entrevistava um especialista do mundo árabe, fez uma espécie de paralelo entre o EI e FN, desatando a fúria de Marine Le Pen.
"É inaceitável. Ele deve retirar essas declarações imundas", afirmou Le Pen em um tuíte, para depois postar as fotos das execuções. "O EI é isso!", acrescentou.
Uma das fotos mostra um piloto jordaniano queimado vivo depois de capturado pelos jihadistas.
A postagem dessas fotos irritou o primeiro-ministro francês, o socialista Manuel Valls, que a acusou de ser uma "incendiária do debate público".
"Fotos monstruosas, senhora Le Pen: incendiária do debate público, falta política e moral, nenhum respeito pelas vítimas", destacou Valls no Twitter.
As três imagens publicadas por Le Pen, acompanhadas pela frase "Daesh (EI) é isto!", correspondem a do piloto jordaniano queimado vivo, de um homem a ponto de ser esmagado por um tanque e do jornalista americano James Foley.
Os pais de Foley manifestaram sua indignação com a publicação da imagem do corpo do filho decapitado e exigiram sua retirada imediata.
Estas fotos são da "propaganda do Daesh e, neste sentido, uma abominação e um verdadeiro insulto para todas as vítimas do terrorismo", denunciou o ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, que pediu à polícia para cuidar do assunto.
"Agora Cazeneuve vai me perseguir por difamação do Daesh?!" - ironizou Le Pen no Twitter.
Antes de publicar as três imagens, Le Pen desafiou o jornalista Jean-Jacques Bourdin a retirar suas "imundas declarações" pelo "paralelo feito (...) entre o Daesh e a FN".
Diante dos protestos de vários dirigentes da FN, Bourdin considerou "histérica" a reação do partido e justificou: "não disse em nenhum momento que a FN é como o Daesh, tenho verdadeiramente muito respeito pelos eleitores da FN para não entrar nesta polêmica inútil".