O Sudão do Sul encontra-se na pior situação humanitária desde que começou a guerra civil há dois anos.
Segundo a ONU, as condições "degeneram" o país, onde mais de 2,8 milhões de pessoas necessitam de ajuda, ou seja, a quarta parte da população.
"Entre as zonas mais necessitadas de ajuda muitas são inacessíveis devido às condições de segurança. É crucial que obtenhamos imediatamente um acesso ilimitado", declarou Jonathan Veitch, chefe da UNICEF para o Sudão do Sul.
O Sudão do Sul conseguiu a independência em julho de 2011 depois de décadas de conflito com o poder central de Cartum.
Em 15 de dezembro de 2013, enfrentamentos entre facções das Forças Armadas deram início a uma guerra civil entre facções lideradas pelo presidente Salva Kiir e seu ex-vice-presidente Riek Machar, com diferenças políticas e étnicas como pano de fundo.
Na semana passada, o governo do Sudão do Sul promulgou uma lei que limita de forma drástica a quantidade de membros estrangeiros das organizações humanitárias autorizada a trabalhar no país.
Esta lei prevê que só 20% da equipe de uma ONG possa ser de origem estrangeira.