Na terça-feira, 70 policiais português cumpriram 22 mandados de prisão no país, alguns nas sedes do Benfica, Sporting e Braga, clubes da primeira divisão portuguesa que não estão diretamente ligados à investigação.
Três dirigentes da empresa que gerencia o Leiria, incluindo o presidente, o ex-técnico e jogador russo Alexandre Tolstikov, foram presos, explicou à AFP uma fonte próxima à investigação.
O Ministério Público também investiga o próprio clube e a empresa que o gerencia, em meio à investigação por "corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa".
Segundo a Europol, "A vida abastada dos suspeitos", que "faziam entrar em Portugal grandes quantidades de dinheiro líquido oriundo da Rússia" chamou a atenção das autoridades, que investigaram o caso por mais de um ano.
O grupo criminoso opera identificando e, em seguida, comprando clubes de futebol em dificuldade financeira, graças principalmente a uma rede de empresas com sede em paraísos fiscais.
Os clubes são usados para lavar dinheiro, através da venda de jogadores acima ou abaixo do valor de mercado, e organizando esquemas de apostas ilegais, explicou a Europol.
Brevemente treinado por José Mourinho em 2001, o Leiria disputou por muitos anos a 1ª divisão, antes de ser rebaixado na temporada 2011-12.
O clube acabou falindo, o que resultou no pedido de demissão de 13 jogadores que protestavam contra o atraso nos salários.
Administrativamente rebaixado para a 4ª divisão do futebol português, o Leiria subiu para a 3ª divisão em 2013 e foi comprado por Tolstikov em 2015.