Com essa lei, se um funcionário for demitido sem justa causa, ele poderá exigir ser reincorporado ou poderá cobrar uma dupla indenização.
"Não posso apoiar algo que estou convencido que é ruim para os argentinos. A arbitrariedade não funciona", advertiu o presidente sobre o projeto impulsionado pela kirchnerista "Frente para la Victoria", que contou no Senado com o apoio do peronismo não kirchnerista e da centro-esquerda.
Macri dirigiu uma mensagem a Sergio Massa, ex-candidato presidencial que exerce uma oposição moderada e que na segunda-feira antecipou que seu bloco Frente Renovador (centro-direita) votará a favor da lei apoiada pelos sindicatos, apesar de sua sugestão de excluir as pequenas e médias empresas não ter sido aceita.
"Primeiro, peço a Massa e à maioria dos dirigentes que realmente não acompanhem o kirchnerismo nessa proposta. Aqui tem um conjunto significativo de argentinos que aposta em crescer, no futuro", disse o mandatário, insistindo que a Argentina "precisar sair da estagnação e criar empregos de qualidade".
Se o projeto de lei for aprovado, Macri poderá vetá-lo, mas a medida teria um alto custo político em um contexto de inflação galopante e cerca de 100.000 demissões, segundo os sindicatos.
Esse número é questionado pelo governo que reconheceu cerca de 11.000 demissões na administração pública embora Macri tenha garantido nesta terça que nos últimos meses foram criados 60.000 postos de trabalho.
Os últimos dados oficiais de desemprego datam do terceiro trimestre de 2015, quando era 5,9%, o índice mais baixo em 28 anos.
"Aqui não tem um problema de onda de demissões em massa, mas, sim, de estagnação", disse Macri. "Estou convencido de que no segundo semestre a inflação vai baixar drasticamente porque estamos fazendo bem as coisas", completou.