As fortes chuvas que caíram desde a sexta-feira na região pré-cordilheira provocaram deslizamentos de terra e pedras que geraram turbidez nas águas dos rios Maipo e Mapocho, o que levou a Aguas Andinas, empresa de capital espanhol encarregada do abastecimento de água potável, a cortar a água em 27 das 52 comunas de Santiago por pelo menos 24 horas.
"A turbidez da água nos levou a reduzir nossa produção a um 35% do necessário, o que nos levou a realizar o corte", afirmou Eugenio Rodríguez, gerente corporativo da Aguas Andinas.
Diante desta situação, decretou-se alerta vermelho na região metropolitana, de mais de sete milhões de habitantes, o que permitirá utilizar os recursos necessários e disponíveis para agir e controlar a situação, "dada a extensão e a severidade do evento", indicou o Escritório Nacional de Emergência (Onemi).
O governo de Santiago adotou um plano de emergência que inclui a ativação de 45 açudes e a mobilização de mais de 60 caminhões-tanque para abastecer a população afetada.
Enquanto isso, nas redes sociais foram reproduzidas imagens de supermercados onde milhares de pessoas foram para comprar água envasada, deixando as prateleiras vazias.
As autoridades anunciaram que as chuvas se estenderiam durante todo o fim de semana, sobretudo na região pré-cordilheira central do Chile e com menor força em Santiago.