Para isso foi contratado o escritório londrino Populous, o mesmo que desenho o estádio dos 'Gunners'.
O 'Grand Stade' é mais uma etapa do plano do empresário Jean-Michel Aulas, presidente do clube, de fazer do Lyon o Bayern de França.
Na década passada, ele conseguiu levar o clube ao topo a nível nacional, ao conquistar sete títulos consecutivos, de 2002 a 2008, com o brasileiro Juninho Pernambucano como líder em campo, mas faltaram resultados expressivos na Liga dos Campeões.
O novo estádio pode ajudar a alçar voos mais altos embora o clube não esteja no seu melhor momento esportivo, com um incômodo jejum de três anos e meio sem levantar um troféus, desde a Supercopa da França de 2012.
O recinto é o terceiro maior da França e terá um gramado híbrido (meio sintético, meio natural).
Com quatro estrelas no selo de qualidade da Uefa, é habilitado a receber uma final de Liga dos Campeões. Em junho, o estádio receberá seis partidas da Eurocopa-2016.
Shopping e aplicativos
Nos arredores do estádio, o torcedor poderá fazer compras ou se divertir no Parc Olympique Lyonnais, equipado com hotel, lojas, restaurantes e atividades de lazer, assim como uma clínica especializada em esportes.
A meta é aumentar a atratividade do clube com serviços de ponta. "Queremos que as pessoas que se deslocaram tenham uma experiência muito melhor do que aqueles que ficaram diante da televisão", explica o OL Groupe, responsável pela gestão do estádio.
Entre os serviços oferecidos, informações com estatísticas e vídeos enviados em tempo real no celular do torcedor, que também poderá comprar comida ou produtos desde seu assento, por meio de um aplicativo.
Lançado em 2004, o projeto só foi concluído neste ano, depois de inúmeras polêmicas e imbróglio jurídicos. O clube ficou seis anos no vermelho para poder financiá-lo.
O OL Groupe, que investiu 450 milhões de euros, precisa agora reduzir sua dívida e aumentar as receitas.
"Com esta nova infraestrutura, temos a ambição de gerar de 70 a 100 milhões de euros a mais por ano, em três ou cinco anos", explica à AFP Harry Moyal, vice-presidente de marketing e estratégia do grupo.
O problema é que, mesmo com um estádio ultra-moderno e novinho em folha, para ter casa cheia, é preciso ter um time competitivo.
O Olympique Lyonnais se despediu da pior forma possível do antigo estádio Gerland (derrota por 2 a 0 para o Angers) e não vence há seis jogos na Ligue 1.
Na temporada, a equipe fez uma grande temporada, graças a novos talentos revelados na base, e foi vice-campeã, atrás do intocável Paris Saint-Germain.
O segundo lugar classificou o Lyon para a Liga dos Campeões, mas o time foi incapaz de passar da fase de grupos, acabando com o sonho de Aulas de receber um choque das oitavas de final em fevereiro.
"Precisamos resolver os nossos problemas esportivos, senão vamos colocar em perigo o equilíbrio do Grand Stade", alertou o presidente do clube.