"Tudo mudou quando o Talibã me enviou uma carta com ameaças. Eles diziam que eu era um católico e não muçulmano, que cortariam a minha cabeça, que eu seria enforcado", disse ele ao chegar à Lituânia no início de abril.
"Procurei a polícia, mas eles disseram que não poderiam fazer nada, nem eles nem o exército. Sugeriram que eu comprasse uma arma", acrescentou.
Após dois meses de uma viagem perigosa que custou "entre 6.000 e 7.000 euros", o jovem afegão chegou à Grécia. De lá, pediu ajuda, em lituano, à presidente Dalia Grybauskaite através de um vídeo postado no Youtube.
Depois de ser compartilhado nas redes sociais, Yususi obteve um visto de cinco dias para viajar para a Lituânia e fazer um pedido de asilo, obtido nesta quarta-feira.
"Efetivamente ele está em perigo, e por isso concedemos a proteção internacional e p status de refugiado", disse à AFP Elvinas Jankevicius, ministro do Interior.
Yususi, que aprendeu a língua depois de ter trabalhado para as tropas lituanas, agora pretende tirar sua família do Afeganistão.
No âmbito do programa de realocação de refugiados da UE, a Lituânia se comprometeu em hospedar 1.105 pessoas em dois anos.
Até agora, onze refugiados do Iraque e da Síria chegaram ao país báltico, de acordo com o ministro do Interior.