O mandato de secretário-geral dura cinco anos.
Segundo diplomatas, a votação foi atrasada algumas horas pelas reservas do Catar, que criticava o novo secretário-feral da Liga por ter impulsionado a decisão do país de não participar de uma cúpula árabe sobre o conflito israelense-palestino organizado por Doha em 2009.
Quando comandou a diplomacia egípcia, Abul Gheit teve uma atitude mais conciliadora com o Estado de Israel.
No final de 2008, tinha acusado o movimento islamita Hamas, que exerce o poder na Faixa de Gaza, de provocar uma ofensiva israelense neste território palestino. Esta ofensiva levou o emir do Catar a solicitar várias vezes uma reunião de emergência da Liga, mas Mubarak e o hoje falecido rei Abdullah, da Arábia Saudita, se opuseram a estes pedidos.
O inesperado atraso da votação ilustra mais uma vez as divisões entre países-membros da Liga Árabe.