Líderes do G7, em Shima, no dia 26 de maio de 2016 Líderes do G7, em Shima, no dia 26 de maio de 2016

Os líderes dos países do G7 iniciaram nesta quinta-feira no Japão uma cúpula de dois dias com a agenda centrada nos desafios impostos por um crescimento econômico mundial lento, a luta contra o terrorismo, as reivindicações marítimas da China e a crise migratória.

A cúpula dos chefes de Estado ou de Governo dos Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Alemanha, Canadá e Japão acontece com pano de fundo o lento crescimento global.

Todos evocam o equilíbrio que deve ser encontrado entre a política monetária, política fiscal e reformas estruturais. No entanto, as divisões sobre como todos esses aspectos devem ser dosados vão prevalecer durante a cúpula.

O presidente francês, François Hollande, garantiu que o G7 era unânime sobre a questão de favorecer o investimento público e privado, a despeito das "sensibilidades" diferentes de seus membros.

O Japão, assim como a Itália, defendem a linha de mais gastos fiscais, uma ideia que não é compartilhada pela Alemanha e Grã-Bretanha, o que levanta preocupações paralelas de seus pares com a aproximação do referendo sobre uma possível saída do Reino Unido da União Europeia.

Ainda sobre a questão econômica, o líder francês indicou "que ainda preocupa a situação dos países emergentes", como a China, Brasil, Rússia e Argentina, e ainda a "volatilidade do preço do petróleo".

Terrorismo

As medidas de segurança foram reforçadas em todo o arquipélago japonês, com milhares de policiais extras implantados para monitorar as estações ferroviárias e terminais marítimos. Tóquio não quer correr nenhum risco depois dos ataques terroristas em Paris e Bruxelas nos últimos meses.

O G7 discutirá também a luta contra o terrorismo e seu financiamento, uma das prioridades do presidente François Hollande, após os ataques reivindicados pelo Estado Islâmico (EI).

Assim, o G7 pavimentou, por iniciativa de Paris, discussões sobre "a preservação do patrimônio cultural contra a agressão terrorista" após a destruição dos tesouros de Timbuktu, do Museu de Mossul, das ruínas da cidade de Nimrud e dos templos de Palmyra.

"O terrorismo ataca mulheres, homens, crianças, as também os locais de memória"m afirmou Hollande a seus colegas do G7.

Crise migratória

Enquanto a Europa enfrenta sua mais grave crise migratória desde a Segunda Guerra Mundial, a migração também estará incluída nas negociações por "iniciativa" da Alemanha.

Em 2015, cerca de 1,3 milhão de migrantes pediram asilo na UE, dos quais mais de um terço em Berlim.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, presente em Ise-Shima, chamou o G7 a "reconhecer que esta é uma crise global", apesar das razões geográficas que representam um pesado fardo sobre os ombros europeus.

"Pedimos o apoio" do G7, "que deve se comprometer a aumentar a ajuda global para atender as necessidades imediatas e a longo prazo dos refugiados e dos países de acolhimento", disse ele.

Antes do início da cúpula, a China exortou os líderes do G7 a não "interferir" nas disputas territoriais entre Pequim e seus vizinhos no Mar da China Meridional.

O G7, grupo do qual a China não faz parte, "deve concentrar-se nas suas próprias responsabilidades e não acusar (outros países) em questões sobre as quais não tem competência", afirmou Hua Chunying, porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores em uma reunião com a imprensa.

"O Mar da China Meridional não tem nada a ver com o G7, e somos contra o G7 abordar a questão para os seus próprios interesses egoístas", disse o porta-voz.

Os Estados Unidos e o Japão, que têm disputas com a China sobre a soberania de territórios desabitados no Mar da China Oriental, buscam unificar esforços para combater a ofensiva, em apoio a pequenos países que também têm disputas territoriais com Pequim.

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