A partir de Havana, o presidente americano, Barack Obama, condenou os revoltantes atentados no aeroporto e no metrô de Bruxelas que deixaram nesta terça-feira ao menos trinta mortos e 200 feridos.
"Devemos estar juntos, independentemente da nacionalidade, da raça ou da fé, na luta contra o flagelo do terrorismo", disse o presidente.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, denunciou "ataques desprezíveis que atingem o coração da Bélgica e o centro da União Europeia". Citado por seu porta-voz, Ban "expressou sua solidariedade ao povo e ao governo belgas".
Em Moscou, o presidente russo, Vladimir Putin, criticou os "crimes bárbaros" de Bruxelas, que "demonstram mais uma vez que o terrorismo não tem fronteiras e que é uma ameaça em todo o mundo. Lutar contra este mal requer a mais ativa cooperação internacional", acrescentou.
O primeiro-ministro belga, Charles Michel, também condenou estes "atentados cegos, violentos e covardes". "É um momento trágico, um momento negro" para o reino, indicou.
"Toda a Europa foi atingida" e deve tomar "as disposições imprescindíveis diante da gravidade da ameaça", declarou por sua vez o presidente francês, François Hollande.
A Torre Eiffel se iluminará na noite desta terça-feira com as cores da Bélgica, anunciou a prefeita de Paris, Anne Hidalgo.
"Nunca deixaremos que os terroristas vençam", afirmou o primeiro-ministro britânico, David Cameron, ao mesmo tempo em que o ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, julgou necessário "um combate duro e determinado contra o terrorismo".
"A capital de nossa União foi atacada. Estamos de luto pelos mortos e nos comprometemos a vencer o terrorismo por meio da democracia", afirmou o ministro das Relações Exteriores grego, antes de acrescentar em francês: "Somos todos bruxelenses".
Na Espanha, o chefe de governo Mariano Rajoy declarou que "o terrorismo não conseguirá nos derrotar. A unidade dos democratas está e estará sempre acima da barbárie e da insensatez", acrescentou.
Posteriormente, um porta-voz do Palácio Real de Madri indicou que "o rei Felipe VI telefonou para Filipe dos Belgas para expressar o apoio do povo espanhol e dar suas condolências pelas vítimas".
Na América, o presidente da Costa Rica, Luis Guillermo Solis, classificou os atentados como um "ato de barbárie" que "lesiona gravemente a paz e a segurança internacionais".
A União de Nações Sul-Americanas, México, Chile e Equador também condenaram o ocorrido e transmitiram sua solidariedade à Bélgica.
Para o primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, os atentados são "um ataque contra a Europa democrática".
"Com o coração e a mente em Bruxelas, Europa", tuitou por sua vez o chefe de governo italiano, Matteo Renzi.
Segundo o presidente polonês, Andrzej Duda, "a luta contra o terrorismo é tarefa de cada um de nós.
O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, estimou que "estes ataques marcam uma nova baixa dos terroristas a serviço do ódio e da violência", ao mesmo tempo em que o presidente da Comissão Europeia afirmava seguir "trabalhando para enfrentar juntos a ameaça terrorista".
Para o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, os ataques de Bruxelas "mostraram mais uma vez o caráter mundial do terrorismo".
Seu ministro das Relações Exteriores, Volkan Bokzir, afirmou: "É preciso prosseguir com todos os esforços para lutar contra o terrorismo sem distinção e contra os que o apoiam".
A Al-Azhar, prestigiosa instituição do Islã sunita radicada no Egito, condenou "duramente estes ataques terroristas. Estes crimes abjetos violam o ensino de tolerância do Islã", anunciou em um comunicado.
"Se a comunidade internacional não se unir para enfrentar esta epidemia, os corruptos nunca deixarão de cometer seus crimes abjetos contra inocentes", acrescentou a instituição.
O ministério das Relações Exteriores egípcio também condenou os atentados. "É hora de que a comunidade internacional adote uma posição contundente para enfrentar o terrorismo", estimou o ministério em um comunicado, no qual pede "medidas rápidas e eficazes" para impedir "o financiamento" e o "recrutamento dos grupos terroristas".
Por sua vez, o Alto Comitê de Negociações, que reúne grupos chave da oposição síria, condenou "com a maior firmeza" os atentados. "O mundo deve estar unido para vencer o terrorismo", estimou.
Por último, um ministro israelense acusou nesta terça-feira a Europa de ter ignorado o risco de ter "células terroristas islâmicas" em seu território e preferir criticar Israel.