"Espero que o Ano Novo nos permita viver como antes, em paz, em um país reunificado", declarou Anastasiades, falando publicamente em turco pela primeira vez.
Já Akinci afirmou em grego: "Espero que o ano novo traga uma paz duradoura e serenidade e prosperidade a todos os cipriotas".
Chipre está dividida desde a invasão de sua parte norte pelas forças turcas em 1974, em resposta a um golpe de Estado nacionalista que pretendia anexar a ilha à Grécia.
A República Turca do Norte do Chipre (RTCN) só tem o reconhecimento internacional da Turquia.
A esperança de alcançar um acordo tem aumentado desde que Nicos Anastasiades e Mustafa Akinci retomaram, em maio, diálogos de paz sob os auspícios da ONU, pouco após a eleição do dirigente turco-cipriota.
Os pontos pendentes abordam questões difíceis, como certos acertos territoriais, a divisão do poder e os direitos à propriedade.
Os diálogos de paz prosseguirão nas próximas reuniões, previstas para 7, 14 e 29 de janeiro, com o objetivo de se chegar a um acordo "o quanto antes".