"Yelena foi submetida a exames médicos. O diagnóstico exato é uma ruptura do músculo sóleo (na panturrilha)", explicou Trofimov, citado pela agência Allsport.
"Os médicos engessaram sua perna esquerda. Agora, é certo que ela vai ter que desistir de todo o resto da temporada indoor", sentenciou.
A "Czarina" deveria ter voltado às competições no último sábado, em Volgograd, depois de parar por dois anos e meio para o nascimento da filha.
A bicampeã olímpica de 2004 e 2008 precisou adiar, porém, a tão esperada reestreia. "Eu estava correndo e senti dor na minha perna de apoio", revelou a atleta de 33 anos à agência TASS.
Nesta segunda-feira, Trofimov explicou que Isinbayeva sofreu uma recaída de uma lesão antiga, mas se disse confiante em relação à participação da saltadora aos Jogos.
"Ela sofreu uma lesão semelhante em 2013, mas recebeu tratamento em Munique, na Alemanha, e foi capaz de conquistar o título mundial em Moscou", lembrou.
Além dos problemas físicos, existe outro obstáculo no caminho rumo ao tricampeonato olímpico: a suspensão dos atletas russos de todas as competições internacionais, por conta do esquema de "doping organizado" denunciado por um relatório bombástico da Agência Mundial Antidoping (Wada).
A competição feminina do salto com vara promete ser espetacular, com a atual campeã olímpica Jennifer Suhr em grande forma, depois de aumentar seu próprio recorde indoor para 5,03 m, em 30 de janeiro, em Nova York.
O recorde absoluto pertence à russa Yelena Isinbayeva, que saltou 5,06 ao ar livre, em 2009, em Zurique.
Outra favorita é a cubana Yariley Silva, atual campeã mundial e vice-campeã olímpica.
A brasileira Fabiana Murer, campeã mundial em Daegu-2011 e vice em Pequim-2015, terá o apoio da torcida para tentar brilhar em casa.