A prisão foi realizada "a pedido das autoridades brasileiras e na presença de um promotor encarregado da operação 'Lava Jato'", a investigação lançada em 2014, que revelou uma gigantesca rede de subornos em torno da Petrobras, segundo a mesma fonte.
Sem mencionar o nome de Schmidt Felippe Junior, o Ministério Público português anunciou a prisão de um "cidadão luso-brasileiro", acrescentando que "as autoridades brasileiras manifestaram a sua intenção de abrir um processo de extradição".
Os investigadores brasileiros suspeitam que o homem tenha desempenhado um papel de intermediário e pago dinheiro ao ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada, de quem foi sócio em uma empresa de energia solar.
Detido desde julho de 2015, Zelada foi condenado no início de fevereiro a 12 anos e dois meses de prisão pela justiça brasileira por corrupção e lavagem de dinheiro.
Ele também teria recebido subornos através de uma rede de enriquecimento ilícito, que custou dois bilhões de dólares para a empresa petrolífera.
O escândalo da Petrobras causou uma tempestade política e jurídica que atinge o Brasil.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recentemente acusado de lavagem de dinheiro e corrupção. A presidente Dilma Rousseff, por sua vez, está sob a ameaça de impeachment por suposta maquiagem de contas públicas.