Como as Olimpíadas não fazem parte do calendário oficial de jogos internacionais da Fifa, os clubes não são obrigados a liberar jogadores.
Dybala tem idade olímpica (22 anos), por isso não precisaria preencher uma das três vagas autorizadas para jogadores acima de 23 anos.
A frustração veio em dose dupla para a promessa, que também ficou fora da Copa América do Centenário, por escolha do técnico Gerardo 'Tata' Martino.
Ex-craque da Juve, o veterano Carlos Tévez, que vem tendo atuações convincentes com o Boca Juniors na Copa Libertadores, também ficou fora da convocação para o torneio continental, anunciada na sexta-feira.
No lugar de Tévez e Dybala, 'Tata' preferiu chamar Ezequiel Lavezzi, que saiu do Paris Saint-Germain para jogar no futebol chinês.
Contratado no início da temporada junto ao Palermo, Dybala mostrou-se um substituto à altura de Tévez, terminando na vice-artilheria da Série A italiana, com 19 gols.
Foi superado apenas pelo compatriota Gonzalo Higuaín, do Napoli, que quebrou o recorde absoluto para uma única temporada, com 36.
"Devo respeitar a decisão do treinador. Não é fácil integrar um grupo com tantos atacante fenomenais", resumiu Dybala.
É verdade que, apesar da escolha questionável de Lavezzi, existe uma concorrência ferrenha no ataque da seleção argentina, que terá, além de Higuaín, Messi, Agüero e Di María na Copa América, dos dias 3 a 26 de junho, nos Estados Unidos.
No caso do Brasil, Neymar foi autorizado pelo Barcelona a disputar as Olimpiadas desde que abra mão do torneio continental.