Rubinstein também solicitou a remoção dos corpos das câmaras frigoríficas dos necrotérios antes de entregá-los às famílias, que se queixaram de ter que esperar que os corpos descongelem para poder enterrá-los.
A organização de defesa dos direitos humanos Adallah Addameer recorreu à justiça em nome das famílias dos palestinos, cujos corpos permanecem nas mãos das autoridades israelenses, alguns há seis meses.
De acordo com o rito muçulmano, os mortos devem ser enterrados o mais rapidamente possível após a morte, razão pela qual as famílias palestinas consideram a retenção dos cadáveres pelas autoridades israelenses como uma forma de vingança.
De acordo com dados palestinos, Israel retém os corpos de 18 atacantes mortos.
A medida também divide os líderes israelenses. O seu principal apoiador, o ministro da Segurança Interna, Gilad Erdan, diz que isso permite evitar que os funerais se convertam em reuniões de militantes, e que tem um efeito dissuasor sobre outros potenciais atacantes, mas autoridades militares consideram contraproducente.
Jerusalém, Israel e os territórios palestinos vivem desde outubro passado uma onda de violência, que já deixou 204 palestinos, 28 israelenses, dois americanos, um eritreu e um sudanês mortos, de acordo com uma contagem da AFP.