Em caso separado, a França também está investigando o ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), o senegalês Lamine Diack, suspeito de receber propinas para acobertar casos de doping.
A investigação sobre o Mundial de Eugene-2021 deve respingar sobre o sucessor de Diack, o britânico Sebastian Coe, acusado pela BBC de "conflito de interesses", por ser patrocinado pela Nike, cuja sede histórica é justamente localizada na cidade americana.
Lenda do meio-fundo, Coe, que foi bicampeão olímpico dos 1.500 m em Moscou-1980 e Los Angeles-1984, negou qualquer irregularidade, e deixou de ser embaixador da marca, função pela qual ganhava 142.000 euros por ano.
Eugene, que foi derrotada pelo Catar na disputa para receber o evento em 2019, foi escolhida para sediar a edição seguinte antes mesmo das demais candidaturas terem sido avaliadas.
Este procedimento excepcional já havia sido utilizado no passado, quando Osaka obteve a organização do Mundial-2007.
A BBC baseou as acusações num e-mail enviado por Craig Masback, diretor de assuntos comerciais do departamento de marketing da Nike, a responsáveis pela candidatura de Eugene.
"Ele (Coe) me disse claramente que apoia Eugene para 2021, mas, também afirmou, com a mesma clareza, que abordou o assunto com Diack, que respondeu: 'não vou fazer nada na reunião de abril em relação à sede de 2021", escreveu o executivo.
Apesar dessas alegações, foi justamente naquela reunião, realizada em Pequim, que o Conselho da IAAF decretou que o Mundial-2021 acontecerá em Eugene, enquanto a cidade de Gotemburgo, na Suécia, também era candidata, e a votação final era prevista apenas para novembro de 2016.