"Tratam-se de verificações" para avaliar se infrações foram cometidas, ressaltou a mesma fonte.
Realizada pelo Ministério Público Financeiro da França (PNF), a investigação é vinculada àquela que levou ao indiciamento do ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), o senegalês Lamine Diack, em novembro passado.
De acordo com o Guardian, Diack é suspeito de ter servido de intermediário entre cidades candidatas a sediar as Olimpíadas e membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) que participaram das votações.
O senegalês já está sendo acusado de ter recebido propinas para acobertar casos de doping no atletismo.
O jornal inglês aponta que, em um primeiro momento, Diack teria apoiado a candidatura de Istambul para receber o evento em 2020, antes de mudar de ideia quando um patrocinador japonês fechou um contrato de patrocínio com a IAAF.
A atribuição dos Jogos ao Rio foi decidida em 2009, em Copenhague, na Dinamarca. Na votação, a Cidade Maravilhosa superou Madri, Tóquio e Chicago.
Quatro anos depois, em Buenos Aires, a capital japonesa acabou levando a melhor sobre Madri e Istambul.
A PNF também está investigando as condições da atribuição do Mundial de Atletismo de 2021, que acontecerá na cidade americana de Eugene, no Oregon.
O atual presidente da IAAF, o britânico Sebastian Coe, que substituiu Diack em agosto, é acusado de conflito de interesse, suspeito de ter influenciado a escolha de Eugene, berço da Nike.
Na época da decisão, em abril do ano apssado, ele ainda era embaixador dessa marca de material esportivo, e ocupava o cargo de vice-presidente da IAAF.
Eugene, que foi derrotada pelo Catar na disputa para receber o evento em 2019, foi escolhida para sediar a edição seguinte antes mesmo das demais candidaturas terem sido avaliadas.
Este procedimento excepcional já havia sido utilizado no passado, quando a cidade japonesa de Osaka obteve a organização do Mundial-2007.