"A investigação vai trabalhar para ouvir os testemunhos das supostas vítimas que se expressaram nos meios de informação, para verificar as datas e lugares dos crimes e para ouvir toda testemunha útil", afirmou a procuradoria, informando que até o momento não recebeu "nenhuma demanda relacionada a estes crimes".
A ministra francesa de Habitação, Emmanuelle Cosse, esposa de Baupin, havia estimado pouco antes em declarações por rádio que cabe à justiça se pronunciar sobre estas acusações "de gravidade extrema".
"Se os fatos ficarem demonstrados, isso deve ser tratado pela justiça. E se não forem, também", disse, garantindo ter confiança em seu marido.
A imprensa francesa revelou na segunda-feira que oito mulheres, ao menos quatro delas vereadoras, acusam Baupin de agressão sexual e perseguição sexual por crimes hoje prescritos.
Diante do escândalo, Denis Baupin renunciou ao seu cargo de vice-presidente da Assembleia, rejeitando ao mesmo tempo as acusações das quais é alvo.
Seu advogado indicou que planeja apresentar uma demanda por difamação.
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