O pedido chileno se ampara no tratado de extradição existente entre ambos os países, esclareceu o comunicado.
O sequestro e posterior assassinato de Carmelo Soria foi ordenado por Manuel Contreras -- ex-chefe da Polícia Secreta da ditadura de Pinochet, a temida (DINA) -- falecido em 2015 enquanto cumpria pena por violação dos direitos humanos, incluindo o caso do diplomata espanhol, que somavam mais de 500 anos.
Após a decisão da Suprema Corte, o Ministério de Relações Exteriores ficará encarregado de levar o pedido a Washington.
Michael Townley e Fernandez Larios estão sob o sistema de proteção a testemunhas dos Estados Unidos depois de decidirem colaborar com a justiça americana após serem acusados como autores do atentado ocorrido em Washington em 1976 e que custou a vida do ex-chanceler chileno Orlando Letelier e sua assistente americana Ronni Moffitt.
Virgilio Paz Romero, no entanto, foi liberado em 1991 após cumprir uma sentença de 12 anos e meio pelo assassinato de Letelier e Moffitt.
Letelier, embaixador em Washington, chanceler e ministro da Defesa do governo do derrubado presidente socialista chileno Salvador Allende, foi assassinado junto com Moffitt devido uma bomba que destruiu o automóvel em que ambos estavam.
A ditadura Pinochet deixou em torno de 3.200 mortos e desaparecidos, segundo números oficiais.