Macri, líder da aliança de centro-direita Cambiemos, aparece como diretor na Fleg Trading, segundo revelaram os "Panama Papers", e como vice-presidente da Kagemusha, de acordo com um registro oficial no Panamá.
O Presidente declarou que não há "nada a esconder" e que as sociedades em seu nome e no nome de sua família, que é dona de um império de negócios, não estão em operação.
O magistrado pediu que o despacho tramite "o mais rápido possível" e explicou que é investigado se Macri cometeu o delito de "omissão maliciosa" de dados em sua declaração bens. A pena para esse tipo de crime chega a dois anos de prisão.
Casanello detalhou no documento que o objetivo é "indagar sobre a relação entre as sociedades apontadas e o imputado, conhecer sobre a composição das firmas detalhadas, seu giro comercial e financeiro e, com base nisso, estabelecer sua possível vinculação com a manobra investigada".
A investigação é fruto de milhões de documentos vazados do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca, envolvendo políticos e personalidades do mundo todo.
Familiares de Fernando de Andreis, um funcionário-chave do chefe de Estado argentino, e Néstor Grindetti, ex-secretário da Fazenda quando Macri foi prefeito de Buenos Aires também apareceram nos documentos com empresas "offshore" em paraísos fiscais.