A empresária Gabriela Zapata, ex-namorada do presidente e presa por suposto enriquecimento ilícito, foi acusada na sexta-feira passada pelo ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, de liderar uma "organização criminosa" que em 2009 começou a operar na Argentina, no Brasil, no Paraguai e no Panamá.
De acordo com Valverde, Zapata, que tem dois outros filhos de relacionamentos posteriores, usava o filho de um parente como se fosse o filho que supostamente teve com Evo Morales. O presidente chegou a indicar que a criança teria morrido logo após o nascimento.
A tia de Zapata, Pilar Guzman, disse a repórteres em fevereiro que Morales conhecia o suposto filho. "Ele não morreu, eu o peguei nos braços", assegurou, embora depois a irmã de Zapata tenha dito que não conhecia a senhora que deu essa declaração.
O escândalo custou uma derrota para Morales no referendo onde procurava aprovar uma reforma para brigar por um quarto mandato consecutivo (2020-2025).