O assassinato de Dafna Meir, seguido na segunda-feira por um ataque com faca contra outra israelense em uma colônia, provocou uma forte comoção em Israel e o temor de que a violência de extremistas palestinos ganhe uma nova dimensão.
Dafna Meir foi a primeira mulher israelense assassinada em muito tempo dentro de uma colônia.
Os atos de violência até agora tinham como alvos homens e não haviam acontecido dentro dos portões protegidos das colônias da Cisjordânia, os assentamentos nos territórios ocupados por Israel desde 1967.
A tensão aumentou quando outra israelense, de 30 anos e grávida de cinco meses, foi esfaqueada na rua em outra colônia, Tekoa. O agressor, um palestino de 17 anos, foi ferido pelos tiros das forças de segurança.
Os atos de violência provocaram 179 mortes, sendo 155 palestinos e 24 israelenses, desde 1º de outubro, segundo um balanço da AFP.
Após os últimos ataques, o exército israelense anunciou na segunda-feira a proibição do acesso nesta terça-feira dos palestinos às colônias israelenses da Cisjordânia ocupada.
A medida será aplicada nesta terça-feira e será reexaminada "diariamente de acordo com a evolução da situação", anunciou o exército.