Forças pró-governo iraquiano avançam em direção à cidade de Fallujah Forças pró-governo iraquiano avançam em direção à cidade de Fallujah

As forças iraquianas avançaram nesta segunda-feira em direção a Fallujah, a oeste de Bagdá, com a intenção de recuperar a cidade controlada pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), uma batalha que se anuncia como uma das mais difíceis na guerra contra os jihadistas.

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, anunciou nesta segunda-feira o lançamento da ofensiva para recuperar o reduto jihadista situado a 50 km de Bagdá, antes de visitar o centro das operações.

"Nas primeiras horas da manhã, os valentes combatentes avançaram" em várias direções com o objetivo de retomar "todas as zonas ocupadas pelo EI ao redor de Fallujah", declarou o primeiro-ministro na televisão.

Abadi acrescentou que a operação não começou até agora por "problemas políticos e alguns acontecimentos... que ameaçam a segurança em Bagdá".

O Iraque está envolvido há meses em uma crise política, que se materializou nas últimas semanas com a invasão em duas ocasiões de manifestantes na Zona Verde de Bagdá, que abriga as principais instituições do Estado.

A capital iraquiana foi igualmente palco de recentes atentados reivindicados pelo EI.

O grupo EI também opera na vizinha Síria, onde nesta segunda-feira reivindicou vários atentados em dois redutos do presidente Bashar al-Assad, deixando ao menos 148 mortos, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

A batalha de Fallujha se inscreve no âmbito de uma luta mais global, apoiada, em especial, pelos países ocidentais, contra o grupo jihadista implantado em Iraque, Síria e Líbia, e ativo em vários outros países da região.

Segundo Abadi, na operação participam soldados, membros das forças especiais, da polícia, das milícias e das tribos pró-governamentais.

As forças iraquianas contam com o apoio da coalizão internacional antijihadista liderada pelos Estados Unidos, que na semana passada realizou sete ataques aéreos na região de Fallujah.

No domingo, o comandante iraquiano das operações pediu que as dezenas de milhares de civis que ainda estavam na cidade deixassem Fallujah.

Nas últimas semanas, as autoridades informaram sobre a saída de dezenas de famílias, mas o EI tentou impedir os civis de abandonar a cidade, que antes contava com cerca de 300.000 habitantes. Paralelamente, as forças pró-governamentais foram acusadas de impedir a entrada de comida e remédios em Fallujah.

Fallujah é uma das primeiras cidades que caiu nas mãos do EI em janeiro de 2014, no início de sua ofensiva no Iraque. Este reduto sunita da província de Al-Anbar se converteu posteriormente em uma de suas zonas fortes.

O grupo ultrarradical sunita tomou posteriormente o controle de várias zonas do território iraquiano no oeste e no norte de Bagdá.

A recuperação de Mossul, a segunda cidade do país, é um dos objetivos prioritários de Bagdá. As tropas iraquianas estão preparando sua reconquista, mas avançam lentamente e não está prevista nenhuma ofensiva.

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