Os Estados Unidos e os países da região "estão preocupados" com a capacidade do Irã em matéria de mísseis balísticos, explicou o general, acrescentando que este não é o único ponto de preocupação.
"As pessoas da região estão preocupadas com a capacidade (dos iranianos) em matéria cibernética, sua capacidade para minar os estreitos (marítimos) e, definitivamente, a atividade das forças Qods" (encarregadas das operações no exterior dos Guardiães da Revolução).
"Há uma série de coisas que me fazem pensar que seu comportamento não mudou" após o acordo nuclear.
As autoridades iranianas anunciaram nesta terça-feira que o Irã realizou uma série de testes com mísseis balísticos, em diferentes pontos de seu território, a partir de bases subterrâneas e com objetivos "dissuasivos".
Os Estados Unidos anunciaram novas sanções relacionadas ao programa iraniano de mísseis balísticos no dia 17 de janeiro, logo após a suspensão da maioria das medidas internacionais contra o programa nuclear de Teerã em decorrência do acordo firmado em julho de 2015 entre o Irã e as grandes potências.
No início de janeiro, a TV iraniana mostrou imagens de uma base subterrânea com mísseis de 1.700 km de alcance.
O Irã realizou ao menos um teste bem sucedido com este tipo de míssil, em outubro, e segundo especialistas da ONU constituiu uma violação da resolução de 2010 que proíbe o uso de mísseis balísticos por parte de Teerã.