Segundo a Irna, esses testes, realizados durante manobras militares, "demonstram que o país está totalmente preparado para fazer frente a ameaças contra a revolução, o regime e a integridade territorial do país".
O site oficial da Guarda Revolucionária, a elite militar do país, que conduziu os testes, confirmou sua realização, sem especificar o alcance dos mísseis.
Os Estados Unidos anunciaram em 17 de janeiro novas sanções vinculadas ao programa de mísseis balísticos do Irã.
O anúncio acontece logo depois do levantamento da maioria das sanções internacionais contra a república islâmica, conforme o acordo alcançado em julho de 2015 entre Teerã e as grandes potências - entre as quais, os Estados Unidos -, sobre o programa nuclear iraniano.
No entanto, segundo o acordo assinado em 14 de julho, em Viena, entre Teerã e o grupo 5+1 (os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - China, EUA, França, Grã-Bretanha e Rússia, mais a Alemanha) as sanções poderiam ser aplicadas caso o Irã violasse os tratados.
A chancelaria iraniana denunciou estas novas sanções, que considera "injustificadas, já que o programa balístico do Irã não é concebido para transportar ogivas nucleares".
No início de janeiro, a televisão iraniana mostrou imagens de uma base subterrânea que abriga mísseis de 1.700 km de alcance.
O Irã realizou ao menos um teste bem sucedido deste tipo de míssil em outubro.
Segundo especialistas da ONU, isto constituiria uma violação de uma resolução de 2010, que proibia a utilização pelo Irã de mísseis balísticos por medo de que possuíssem uma ogiva nuclear.
- Atividades desestabilizadoras -
Teerã sempre negou que tenha a intenção de desenvolver uma arma atômica, e assegura que seus mísseis não forma desenhados como bombas ou para transportá-las.
O acordo nuclear entre as grandes potências e o Irã foi impulsionado por figuras moderadas da República Islâmica, em particular o presidente Hassan Rohani.
No entanto, os partidários da linha dura em Teerã afirmam que o acordo afeta os interesses nacionais.
O presidente Barack Obama, ao anunciar as novas sanções contra o programa de mísseis iraniano em 17 de janeiro - mesmo dia em que o acordo nuclear era implementado - disse que persistiam profundas diferenças com Teerã a respeito de suas "atividades desestabilizadoras".
Cinco cidadãos iranianos e uma rede de companhias baseadas nos Emirados Árabes e na China foram acrescentados à "lista negra" dos Estados Unidos, segundo o departamento do Tesouro.
O próprio Rohani afirmou, antes que as sanções fossem anunciadas em 17 de janeiro, que novas medidas contra Teerã gerariam "uma reação" da República islâmica.