"Os testes vão começar e levarão dois anos. Isso significa que saberemos até março de 2018 se funciona ou não. Espero mesmo que a Copa do Mundo na Rússia será a primeira na qual o auxílio do vídeo será usado para contribuir para uma arbitragem melhor", declarou o Infantino.
"Isso pode ser uma nova mensagem forte para o futebol", enfatizou.
O auxílio do vídeo é a segunda etapa da introdução da tecnologia no futebol, depois do tira-teima na linha do gol, utilizado com sucesso em vários campeonatos e na Copa do Mundo de 2014, no Brasil.
O vídeo poderá ser usado para tirar dúvidas sobre quatro quesitos de arbitragem: gol marcado, cartão vermelho, pênalti ou erro sobre a identidade de um jogador.
Infantino também fez questão de parabenizar elogiar a Rússia pelos avanços nos preparativos para o Mundial-2018.
"É muito impressionante, tão impressionante que gostaria de parabenizar o prefeito de Moscou, Sergueï Sobianine", afirmou o dirigente, ao visitar o estádio Loujniki, palco da final, que está sendo renovado.
"Aqui dentro, podemos sentir a atmosfera do futebol. Isso é um realmente um estádio de futebol", vibrou Infantino.
Apesar de todos esses elogios, o presidente da Fifa deixou claro que a Rússia não pode se acomodar. "Se estou parabenizando a Rússia, isso não quer dizer que ela pode relaxar. O diabo está nos detalhes", ponderou.
"Não há um dia a perder, é importante que todos os estádios sejam testados. Todo mundo na Rússia sabe que ainda há muito trabalho pela frente", completou.
Infantino deixa Moscou na sexta-feira para viajar ao Catar, sede do Mundial-2022, em meio a grandes polêmicas sobre suspeitas de corrupção, problemas de calendário ligados às altas temperaturas e denúncias de trabalho escravo nas obras dos estádios.