Se ambas as confederações votarem em bloco, o xeque tem condições de garantir praticamente a metade dos votos, com os 46 da AFC e os 54 da CAF, sendo que o presidente é eleito pelas 209 federações membros da Fifa.
"Houve um acordo entre a Confederação asiática e a Confederação africana, mas a Uefa também assinou esse tipo de acordo com ambas, há dois anos. Acho que os acordos de cooperação e a campanha presidencial são duas coisas totalmente diferentes", afirmou Infantino à AFP, durante o congresso que elegeu o novo presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, em Assunção.
Dominguez não divulgou oficialmente o nome do candidato apoiado pela Confederação sul-americana, mas garantiu que o candidato votará em bloco.
Nos bastidores, porém, tudo indica que a Conmebol apoiará Infantino. "A Conmebol apoiará Infantino. Entre a Uefa e a Conmebol existe um vínculo muito forte, histórico, uma cooperação de longa data", antecipou em dezembro Wilmar Valdéz, então presidente interino da entidade, em entrevista à AFP.
Infantino saudou a eleição do novo presidente, que, segundo ele, pode ajudar a Conmebol a deixar para trás os escândalos de corrupção que abalaram a entidade.
"O primeiro passo foi feito hoje, com a eleição de Alejandro Dominguez. A impressão que eu tive aqui, em Assunção, é que todo mundo quer virar a página. O futebol sul-americano é sinônimo de paixão, e precisamos devolver esse sentimento", opinou o suíço.
A Fifa confirmou nesta terça-feira os cinco candidatos à sucessão de Joseph Blatter.
Além de Infantino e Salman, também concorrem ao cargo o príncipe Ali bin al Hussein, da Jordânia, que levou Blatter ao segundo turno na última eleição, o sul-africano Tokyo Sexwale, ex-companheiro de cela de Nelson Mandela e Jérôme Champagne, que já foi secretário-geral adjunto da Fifa.