Além de Mourinho, demitido do cargo de técnico do Chelsea em dezembro, e Figo, que foi candidato nas últimas eleições da Fifa, Infantino também recebeu o apoio do técnico italiano Fabio Capello, do ex-jogador brasileiro Roberto Carlos e do ex-capitão do Real Madrid Fernando Hierro.
"Minha tarefa principal será levar o futebol novamente à Fifa e a Fifa novamente ao futebol", declarou Infantino, referindo-se ao momento conturbado que atravessa a Fifa fora das quatro linhas, envolvida em uma série de escândalos de corrupção.
"A imagem da Fifa tem que melhorar e dar a volta por cima. Isso só conseguiremos fazer se vivermos e respirarmos pelo futebol", continuou.
"Estas lendas que estão aqui são testemunho do amor que temos pelo futebol", declarou, elogiando seus convidados.
Para Figo, Bola de Ouro em 2000, o mundo do futebol está "num momento crucial, as pessoas precisam decidir se querem que as coisas continuem igual ou se querem mudanças. Se você olhar para os outros candidatos, ele (Infantino) é a pessoa certa para encarar esse desafio".
Além do secretário-geral da Uefa, concorrem também o francês Jerome Champagne, o príncipe jordaniano Ali, o xeque Salman Bin Ebrahim Al-Khalifa, do Bahrein, e o sul-africano Tokyo Sexwale.
Entre as propostas de Infantino para os primeiros 90 dias de mandato está a nomeação de um secretário-geral "não europeu" para substituir Jerome Valcke, demitido depois de ter o nome envolvido em esquemas de venda ilegal de ingressos.
O suíço revelou que chegou a receber ameaças de morte depois que a Uefa começou a investigar possíveis manipulações de resultados no futebol europeu.
"Recebi ameaças contra mim e contra minha família, porque a Uefa estava agindo contra a manipulação de resultados", declarou.
"Precisei de uma escolta para meus filhos devido às ações da Uefa contra as manipulações", concluiu.